BIM: adoção e o Decreto nº 10.306

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BIM: adoção e o Decreto nº 10.306

BIM para empresas de construção civil

Entenda a demanda por produtividade e rentabilidade na construção civil e sua relação com o BIM

Contexto nacional da construção civil

Estudos internacionais comprovam que há muitos anos indústria da construção apresenta uma queda na produtividade do trabalho, em particular se comparada com as demais indústrias manufatureiras.

Embora analisar a produtividade na construção constitua tarefa complexa, seja pela dificuldade de estabelecer parâmetros financeiros comparáveis, seja tanto pela variabilidade interna no setor, em que coexistem segmentos muito mecanizados, como na infraestrutura com outros que dependem fortemente do trabalho no canteiro, como nas edificações, esses estudos coincidem na avaliação de que o desempenho da construção é inferior aos demais setores da economia.

A comparação internacional é ainda mais difícil, mas indica que, embora seja um fenômeno mundial, a diferença entre países é significativa, destacando-se a China, com ganhos acima de 7% ao ano.

Por que usar o BIM?

O BIM é a base para um sistema integrado de concepção, produção e uso na construção, ou seja, é o caminho para o setor alcançar patamares de produtividade mais elevados e, por extensão, rentabilidade, que sejam comparáveis aos demais setores da economia. Nesta ótica temos fatores externos à construção que direcionam para a adoção dessa inovação.

Por reformular por completo o processo de projeto e apresentar como resultados novos produtos que, por sua vez, geram novas oportunidades e modelos de negócios, o BIM se caracteriza como uma inovação tecnológica disruptiva ou radical.

Isto significa que sua implantação depende de uma reestruturação da organização que o adotar, num impacto que se espraia por todos seus parceiros.

Benefícios do BIM para o segmento de construtores e subempreiteiros

Para as empresas no segmento de construção propriamente dita os benefícios são mais substanciais e o investimento em relação ao faturamento é bem menor. Mas um bom planejamento da implantação continua indispensável.

Evidentemente que para a construtora implantar processos de projeto BIM é indispensável ter projetos desenvolvidos em BIM, mas a maioria das empresas do ramo subcontrata os projetos.

Construtoras

Nas construtoras, os primeiros interessados em implantar o BIM, comumente, são da área técnica, pois são eles que sofrem rotineiramente com os problemas de projetos mal resolvidos, orçamentos e cronogramas com excesso de erros etc.

No entanto, o foco da inovação não deve ser a correção desses sintomas e, sim, a eliminação da origem dos problemas, para que seja possível um melhor desempenho da organização.

Neste sentido, um dos aspectos mais relevantes é a revisão de procedimentos administrativos relacionados com a contratação dos serviços, em paralelo com a reestruturação do relacionamento com os projetistas parceiros.

Finalmente, o treinamento do pessoal do campo no uso de ferramentas de gerenciamento das operações e sua contribuição no desenvolvimento nas etapas iniciais do projeto são essenciais para o sucesso da implantação.

Os objetivos específicos do BIM nas empresas de construção são diferentes daqueles de uma empresa de projetos, ainda que compartilhem metas comuns nos empreendimentos.

Estas buscam, fundamentalmente, melhorias na previsibilidade do empreendimento ou da parte que está sob sua responsabilidade, o que se traduz em quantitativos e planejamento confiáveis, bem como projetos que atendam aos requisitos de qualidade e rentabilidade do empreendimento.

BIM e suas vantagens

Com apoio do BIM é mais fácil alcançar estes objetivos, e a bibliografia existente indica como resultados mais significativos:

  • Redução de 5% nos prazos de obra.
  • Redução de 5% nos custos de obra.
  • Aumento da produtividade da mão de obra no canteiro, em especial a de controle e gestão da obra.
  • Maior confiabilidade nos orçamentos e cronogramas.
  • Maior confiabilidade e qualidade, em especial a conformidade com os requisitos dos clientes, nos produtos ofertados.
  • Estes aspectos resultam da melhoria da qualidade dos projetos, seja por conta da diminuição de erros, seja por soluções mais convenientes e melhor analisadas, seja ainda pela maior precisão dos dados de quantitativos e especificações. O uso de simulações e a análise de dados de clientes em grandes volumes (big data analysis) são ferramentas cruciais para estes objetivos, e o BIM facilita sua aplicação.
  • Neste contexto, as ferramentas de controle de qualidade de modelo, mais conhecidas pela sua capacidade de verificação de conflitos (clash detection), cumprem um papel importante, mas para obter resultados consistentes devem ser aliadas aos sistemas de comunicação e colaboração BIM. A verificação de conflitos, porém, vai muito além desses benefícios, pois, ao simular a execução e detectar precocemente os problemas, evita perdas substanciais na etapa de obra, além de permitir a avaliação de novos processos e impulsionar a integração das equipes.
  • Outros ganhos, ou a intensificação destes, podem ser esperados na medida em que a cadeia produtiva obtenha um maior grau de integração, em especial por meio de recursos de fabricação digital e automação nos procedimentos de suprimentos e logística em geral. Além disso, na construção a inovação tecnológica baseada em aplicações de TI (tecnologia da informação) é recente, e certamente surgirão novas ferramentas que contribuirão para a maior competitividade do setor.

Decreto nº 10.306

O Decreto nº 10.306, de 2 de abril de 2020, estabeleceu a utilização do BIM em obras públicas do Governo Federal. Essa implementação ocorrerá de forma gradual a partir de 1º de janeiro de 2021.

Você está preparado para essa nova etapa? Para ajudar, selecionamos uma leitura imperdível: “Gerenciamento e coordenação de Projetos BIM“, de Sergio Leusin, que deu origem a este post.

BIM: indicação de leitura
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Editorial GEN Exatas

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