Engenharia de Fundações: importância das provas de carga na segurança do projeto

impressão 3D e os diferentes tipos de materiais
Impressão 3D em metais, cerâmicas e polímeros
10/30/2020
Malhas de Terra: Subestações de Potência e Aerogeradores
02/05/2021

Engenharia de Fundações: importância das provas de carga na segurança do projeto

Projeto de Engenharia de Fundações

Entenda agora o que são as provas de carga e por que são fundamentais na engenharia de fundações

Todos os projetos de engenharia devem garantir sua segurança. Na engenharia civil e na geotecnia não é diferente! Ao se realizar um projeto de fundações, é importante que se assegure os estados limites último (ELU) e de serviço (ELS).

Um dos aspectos mais importantes de um projeto de fundações é a determinação da capacidade de carga de uma estaca ou tensão admissível de sapatas ou tubulões.  Para isso, o projetista pode utilizar métodos teóricos, semiempíricos ou empíricos.

No Brasil, é comum utilizar os métodos semiempíricos, que em geral se baseiam em dados advindos dos ensaios de simples reconhecimento (SPT) ou do ensaio de penetração do cone (CPT).

Apesar da larga experiência dos engenheiros brasileiros no emprego dos dados do SPT no desenvolvimento de seus projetos de fundações, é importante que se assegure sua qualidade e desempenhos adequados.

A Norma Brasileira de Fundações (NBR 6122) preconiza a execução de provas de carga estáticas (PCE) em obras que tenha um número acima de um determinado valor de estacas. De uma forma geral, deve-se realizar provas de carga em 1% das estacas da obra. Tal norma também indica a possibilidade de substituição de uma PCE por cinco ensaios de carregamento dinâmico (ECD) a partir de um determinado número de PCE.

Com o resultado de uma PCE pode-se aferir as premissas de projeto com relação às cargas e recalque, e desta forma assegurar as condições de segurança no ELU e ELS.

De acordo com a NBR 6122, se as provas de carga forem executadas em fase de projeto, é possível utilizar um fator de segurança (FS) de 1,6 na determinação da capacidade de carga, no entanto, se a obra estiver em andamento o FS adotado não deve ser inferior a 2,0. 

Isto mostra que, ao se executar as PCEs em fase de projeto, pode resultar em economia, pois pode otimizar a quantidade e/ou o comprimento das estacas.



Para saber mais, indicamos a leitura do livro Engenharia de Fundações, dos professores Paulo Albuquerque (Unicamp) e Jean Garcia (UFU).

Paulo J. R. Albuquerque
Paulo J. R. Albuquerque
É Professor livre-docente da Faculdade de Eng. Civil, Arquitetura e Urbanismo da Universidade Estadual de Campinas - Unicamp, onde ministra cursos de graduação e pós-graduação da área de geotecnia. Possui mestrado pela Unicamp, doutorado pela POLI-USP e pós-doutorado pela Universidade Politécnica da Catalunha (Espanha). Presidente da Comissão Técnica de Fundações da Associação Brasileira de Mecânica dos Solos (ABMS) (2017-2018) e Presidente do Núcleo Regional de São Paulo – ABMS (2017 - 2020). Atua como coordenador da Comissão de Estudo Especial - Solos (CEE 221) da ABNT.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *