Temporada de furacões no Atlântico: o que causa esse fenômeno?

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Temporada de furacões no Atlântico: o que causa esse fenômeno?

A temporada de furacões de 2020 já é considerada pelos especialistas como uma das mais preocupantes.

Temporada de furacões no Atlântico Norte

Entre os meses de junho a novembro de cada ano, com foco especial em setembro, ocorre a temporada de furacões do Atlântico Norte. Ela é caracterizada pela ocorrência de diversos ciclones tropicais que se formam ao norte desse oceano. Nesse período, o serviço meteorológico dos Estados Unidos – especialmente em locais como a Flórida – fica em estado de alerta. 

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), um furacão é o “nome dado a um ciclone tropical de núcleo quente, com ventos contínuos de 118 quilômetros por hora (65 nós), ou mais, no Oceano Atlântico Norte, mar caribenho, Golfo do México e no norte oriental do Oceano Pacífico”.

Dessa forma, esses ciclones podem ser classificados em relação à sua intensidade, como perturbação tropical, depressão tropical, tempestade tropical, tufão e furacão

Furacão Florence sobre o Atlântico, perto da costa dos EUA.
Furacão Florence sobre o Atlântico, perto da costa dos Estados Unidos, em 2018. Na imagem, escancarado olho de um furacão de categoria 4. (Crédito: NASA).

Existem cinco níveis de intensidade, sendo 1 o mais brando e 5 o mais devastador, segundo a tabela Saffir-Simpson. O potencial de danos é baseado na pressão barométrica, na velocidade dos ventos e na elevação do nível do mar.

De acordo com o National Oceanic & Atmospheric Administration, ou Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), uma temporada típica de furacões produz 12 tempestades nomeadas que são batizadas –, das quais 6 se tornam furacões, incluindo 3 de grandes proporções. Costumam receber nomes aquelas com ventos de cerca de 63km/h ou mais.

Furacão Harvey atingiu o Texas em 2017.
Em 2017, o furacão Harvey atingiu cidades no Texas. Foram 30 mil desalojados apenas naquele estado norte-americano.

Neste ano de 2020, provavelmente por causa das mudanças climáticas, o números bateram recorde: já são 21 ciclones tropicais, 20 tempestades tropicais, 8 furacões e um furacão de grande intensidade.

Na manhã do dia 16 de setembro, o furacão Sally tocou o solo na área de Gulf Shores, no sul do Alabama, causando muito estragos por causa de uma tempestade sem precedentes e ventos de quase 170 km/h. No momento, já são mais de 500 mil pessoas sem energia elétrica no Alabama e na Flórida.

Até então, a pior temporada de furacões havia sido em 2005, quando foram registradas 30 tempestades tropicais e 4 furacões categoria 5 (Emily, Katrina, Rita e Wilma).

Como prever a chegada de um furacão?

Geralmente são realizadas estimativas, mas não é possível prever com segurança quando algum furacão passará por essa região.

Não é possível saber com meses de antecedência que irá ocorrer um furacão, por exemplo, mas é possível saber que um furacão está se formando alguns dias antes de sua chegada. 

Dessa forma, é indicado tomar as medidas necessárias para tentar diminuir os danos que podem ser causados pelo fenômeno.

Conforme recomendação das autoridades locais dos Estados Unidos, planejar-se com antecedência e manter estoques de suprimentos vitais para o caso de emergências é fundamental.

E para ajudar a prevenir os desastres que podem ser ocasionados por furacões, a NOAA tem um projeto para utilizar drones na análise do desenvolvimento de ciclones na Bacia Atlântica.

Assim, com uma tecnologia de sensores altamente avançada, os cientistas conseguem prever com mais assertividade a formação de um possível furacão.

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Editorial GEN Exatas

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